20º OFÍCIO DE NOTAS DA COMARCA DA CAPITAL
Tabelião: JOSÉ CLAUDIO LOPES DA SILVA
Data de Publicação: [05 de Janeiro de 2026]
1. Compromisso e Introdução
1.1. Propósito e Aplicação
Esta Política de Privacidade e Proteção de Dados tem como finalidade primordial demonstrar o compromisso do 20º Ofício de Notas da Comarca da Capital (doravante “Cartório” ou “Nós”) com a segurança, a privacidade e a transparência no tratamento de dados pessoais dos usuários e titulares que utilizam nossos serviços (presenciais ou eletrônicos), em estrita conformidade com a Lei nº 13.709/2018 – Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
1.2. Natureza Jurídica e Responsabilidade
O Cartório, na pessoa do Tabelião Delegado, atua como Controlador de Dados Pessoais, exercendo uma função pública delegada pelo Poder Público, conforme a Lei Federal nº 8.935/94.
• Nosso Tratamento é Obrigatório: A maior parte do tratamento de dados pessoais e sensíveis é uma obrigação legal e regulatória e essencial para o cumprimento da finalidade pública de garantir a fé pública, autenticidade, segurança e eficácia dos atos jurídicos (Art. 23 da LGPD).
2 Definições e Princípios Fundamentais
2.1. Definições Chave (LGPD)
- Titular: A pessoa física a quem se referem os dados pessoais (usuário, cliente, parte de um ato notarial, etc.).
- Dado Pessoal: Informação que identifica ou torna identificável uma pessoa natural (ex: nome, CPF, e-mail, geolocalização).
- Dado Pessoal Sensível: Dado sobre origem racial, convicção religiosa, saúde, vida sexual, entre outros (ex: informação sobre deficiência para fins de testamento ou procuração).
- Tratamento: Toda e qualquer operação realizada com dados pessoais, desde a coleta até a eliminação.
2.2. Princípios Adotados
O tratamento de dados pessoais por este Cartório obedece rigorosamente aos princípios da LGPD: Finalidade, Adequação, Necessidade, Livre Acesso, Qualidade dos Dados, Transparência, Segurança, Prevenção, Não Discriminação e Responsabilização e Prestação de Contas.
3 Coleta e Bases Legais para o Tratamento
3.1. Dados Coletados e Finalidade
Coletamos os dados estritamente necessários para a execução dos serviços notariais, nos termos das leis e normas vigentes.
| Categoria de Dado | Exemplos de Dados Coletados | Finalidade Primária |
| Identificação Civil | Nome completo, RG, CPF, Certidão de Nascimento/Casamento, nacionalidade, profissão, estado civil. | Elaboração e formalização de atos notariais (escrituras, procurações, testamentos, atas notariais). |
| Endereço e Contato | Endereço residencial/comercial, telefone, e-mail, CEP. | Comunicação processual, atendimento de diligências e cumprimento de exigências legais. |
| Dados Patrimoniais/Financeiros | Valores de bens, forma de pagamento de emolumentos, dados bancários (para eventual estorno), comprovante de imposto. | Cálculo de emolumentos, custas, impostos (ITBI/ITD), e cumprimento de obrigações fiscais (DOI, e-Financeira). |
| Dados Sensíveis | Filiação, dados de saúde (em Testamento Vital), dados biométricos (para assinaturas digitais no e-Notariado). | Garantir a capacidade civil, expressar a vontade do titular, prevenir fraudes e assegurar a identidade no meio eletrônico. |
| Dados de Navegação | Endereço IP, logs de acesso, cookies (ver Seção 8). | Segurança da informação, cumprimento do Marco Civil da Internet e melhoria da experiência no site. |
3.2. Bases Legais para o Tratamento Essencial
O tratamento dos dados para a realização dos serviços essenciais baseia-se prioritariamente nas seguintes bases legais (Art. 7º e Art. 11 da LGPD):
- Obrigação Legal ou Regulatória (Art. 7º, II): Para atender às exigências fiscais, administrativas e correcionais (ex: envio de dados à Receita Federal, COAF, CENSEC, CGJ/RJ).
- Execução de Políticas Públicas (Art. 7º, IV): Pelo exercício da função pública delegada de garantir a fé pública e a segurança jurídica.
- Execução de Contrato ou de Procedimentos Preliminares (Art. 7º, V): Para iniciar e concluir o serviço solicitado pelo Titular (ex: lavrar uma escritura).
- Garantia da Prevenção à Fraude e à Segurança do Titular (Art. 11, II, “g”): Uso de biometria e outras tecnologias de identificação nos atos eletrônicos.
4. Compartilhamento e Transferência de Dados
Seus dados são compartilhados estritamente com o objetivo de cumprir a legislação e dar eficácia aos atos notariais.
- Com Órgãos Reguladores e Fiscais: Receita Federal (DOI, DIRF), COAF (comunicações antilavagem), Corregedoria-Geral da Justiça (CGJ/RJ), Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
- Com Outras Serventias: Para fins de registro de atos (Registro de Imóveis, Registro Civil, etc.) e consulta em Centrais Eletrônicas (CENSEC, e-Notariado).
- Com Terceiros Legalmente Autorizados: Em decorrência de ordem judicial ou de requisição legal por autoridade competente.
- Transferência Internacional: Pode ocorrer apenas se a lei exigir (ex: Apostilamento de Haia, que valida documentos para uso no exterior) ou se o ato for praticado via e-Notariado por brasileiro no exterior, sempre sob a proteção de medidas de segurança adequadas.
5. Direitos do Titular de Dados e Restrições Notariais
O Titular pode exercer seus direitos previstos no Art. 18 da LGPD, mediante requerimento formal dirigido ao DPO do Cartório.
| Direito do Titular | Condição de Atendimento | Restrição Notarial (Conforme Art. 23, §4º LGPD) |
| Acesso e Confirmação | Fornecer a existência e o acesso aos dados tratados. | Atendimento integral, com base nos dados do Cartório. |
| Correção | Corrigir dados incompletos, inexatos ou desatualizados. | Atendimento integral, desde que a correção seja legalmente possível por meio de rerratificação ou outro procedimento adequado. |
| Anonimização, Bloqueio, Eliminação | Dados desnecessários, excessivos ou tratados em desconformidade. | Não será atendido para dados contidos em atos notariais lavrados (Livros e Arquivos de Fé Pública), pois a lei exige a sua preservação perpétua para garantia dos direitos. |
| Revogação do Consentimento | Revogar o consentimento para tratamento opcional (ex: marketing). | Atendimento para dados tratados apenas com base no consentimento; a revogação não afeta a legalidade dos atos já praticados. |
6. Segurança e Arquivamento dos Dados
6.1. Segurança da Informação
Implementamos medidas de segurança técnicas e administrativas de alto nível para proteger os dados pessoais contra acessos não autorizados e eventos ilícitos, incluindo:
- Controles de acesso físico e lógico rigorosos.
- Criptografia de dados em trânsito e em repouso nos sistemas críticos.
- Monitoramento constante de segurança da rede e sistemas contra invasões (firewall, antivírus, sistemas de backup).
- Treinamento contínuo da equipe sobre as normas de LGPD e segurança da informação.
6.2. Tempo de Retenção
Os dados de fé pública são mantidos pelo Cartório por tempo indeterminado ou pelo prazo estabelecido pela legislação notarial e registral, devido ao seu caráter histórico, probatório e de interesse público. Dados coletados via website (ex: logs de acesso) seguem o prazo determinado pelo Marco Civil da Internet e normas do CNJ.
7. Encarregado pelo Tratamento de Dados Pessoais (DPO)
O Encarregado atua como o canal de comunicação entre o Cartório, os Titulares e a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD).
Qualquer dúvida, solicitação ou incidente relacionado à LGPD deve ser direcionado ao DPO:
| Detalhe | Informação de Contato |
| Encarregado (DPO): | [Nome Completo do DPO] |
| E-mail Exclusivo LGPD: | [E-mail de Contato Exclusivo para LGPD, ex: dpo@cartorioX.com.br] |
| Telefone (Se houver): | [Telefone de contato] |
| Endereço para Correspondência: | [Endereço Completo do Cartório no Rio de Janeiro] |
8. Uso de Cookies (Dados de Navegação)
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9. Disposições Finais
Esta Política é regida e interpretada de acordo com as leis da República Federativa do Brasil, em especial a LGPD, e as normas emanadas pelo CNJ e pela CGJ/RJ. Reservamo-nos o direito de modificar esta Política a qualquer momento, publicando a versão revisada em nosso site.
